Bloomberg – Adservias https://adservias.agenciasoumidia.com.br 50 anos Sun, 29 Mar 2026 21:48:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://adservias.agenciasoumidia.com.br/wp-content/uploads/2026/03/cropped-02-32x32.png Bloomberg – Adservias https://adservias.agenciasoumidia.com.br 32 32 Saiba por que o Paquistão pode ser a melhor chance para um acordo entre EUA e Irã https://adservias.agenciasoumidia.com.br/saiba-por-que-o-paquistao-pode-ser-a-melhor-chance-para-um-acordo-entre-eua-e-ira/ https://adservias.agenciasoumidia.com.br/saiba-por-que-o-paquistao-pode-ser-a-melhor-chance-para-um-acordo-entre-eua-e-ira/#respond Sun, 29 Mar 2026 21:48:29 +0000 https://adservias.agenciasoumidia.com.br/saiba-por-que-o-paquistao-pode-ser-a-melhor-chance-para-um-acordo-entre-eua-e-ira/

O Paquistão está pronto para facilitar negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã nos próximos dias, enquanto a guerra no Oriente Médio entra em sua quinta semana de escalada, pontuou o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar. O dirigente, inclusive, sugeriu que os dois países podem se reunir nos próximos dias para o início das negociações.

“O Paquistão fica muito satisfeito ao ver que tanto o Irã quanto os Estados Unidos demonstraram confiança no país para mediar esse diálogo”, declarou o chanceler, que também ocupa o cargo de vice-primeiro-ministro, em entrevista televisionada neste domingo (29).

“Será uma honra para o Paquistão sediar e conduzir conversas substanciais entre as duas partes nos próximos dias, com o objetivo de alcançar uma solução abrangente para o conflito em curso.”

As declarações foram feitas após Dar se reunir na capital Islamabad com os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Turquia e Egito para discutir o agravamento da crise e as possibilidades de um acordo de paz.

De acordo com Dar, o Paquistão tem se mantido ativamente envolvido em todos os esforços e iniciativas para pôr fim à guerra. “Também seguimos em contato direto com a liderança dos Estados Unidos, buscando reduzir as tensões e encontrar uma solução para o impasse”, acrescentou.

O Paquistão tem ganhado protagonismo como mediador, apoiado tanto em sua relação próxima com o presidente Donald Trump quanto em seus laços históricos com a República Islâmica do Irã. O país também mantém um pacto de defesa mútua com a Arábia Saudita — alvo recente de ataques iranianos — e busca uma saída para o conflito a fim de evitar ser diretamente envolvido na crise.

Os Estados Unidos chegaram a encaminhar, por meio do Paquistão, uma proposta de cessar-fogo com 15 pontos ao Irã, que foi rejeitada por Teerã. Um dos principais impasses envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás, cuja instabilidade já provoca alta nos preços do petróleo e escassez de gás em partes da Ásia.

Até o momento, apenas um número limitado de petroleiros, de países como China, Índia e o próprio Paquistão, tem conseguido atravessar a região com segurança.

No domingo, o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, também se reuniu separadamente com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, além de Dar e do assessor de Segurança Nacional, Muhammad Asim Malik.

Em publicação nas redes sociais, Sharif afirmou que “o Paquistão reafirma sua solidariedade total e inabalável ao Reino da Arábia Saudita” e elogiou a postura de contenção adotada por Riad durante a crise. Segundo ele, o país “seguirá lado a lado com os sauditas”.

Apesar dos esforços diplomáticos, o conflito tem dado sinais de ampliação nos últimos dias. Os Estados Unidos intensificaram o envio de tropas terrestres para a região, enquanto rebeldes houthis, apoiados pelo Irã no Iêmen, lançaram mísseis balísticos contra Israel no sábado.

Nos bastidores, o chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, tem estreitado relações com o governo Trump ao longo do último ano, movimento que reforça a posição de Islamabad como possível articulador de uma saída negociada para a crise.

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Como um post de Trump deu sinal verde para a aquisição de US$ 55 bilhões da EA Games https://adservias.agenciasoumidia.com.br/como-um-post-de-trump-deu-sinal-verde-para-a-aquisicao-de-us-55-bilhoes-da-ea-games/ https://adservias.agenciasoumidia.com.br/como-um-post-de-trump-deu-sinal-verde-para-a-aquisicao-de-us-55-bilhoes-da-ea-games/#respond Sun, 29 Mar 2026 01:37:40 +0000 https://adservias.agenciasoumidia.com.br/2026/03/29/como-um-post-de-trump-deu-sinal-verde-para-a-aquisicao-de-us-55-bilhoes-da-ea-games/

O post do presidente americano Donald Trump foi publicado exatamente às 7h23 do dia 23 de março. Dentro do JPMorgan Chase, foi o sinal verde final para o chamado Projeto Eagle.

Por semanas, banqueiros do JPMorgan acompanharam com apreensão os desdobramentos no Oriente Médio enquanto tentavam estruturar o financiamento do maior leveraged buyout – uma aquisição de empresas com uso de dinheiro emprestado – da história: a aquisição de US$ 55 bilhões (R$ 290 bilhões) da desenvolvedora de jogos Electronic Arts por fundos de private equity.

Até o domingo, 22 de março, ainda havia o risco de os Estados Unidos atacarem a infraestrutura energética do Irã, o que poderia derrubar os mercados.

O alívio veio na manhã seguinte, quando Trump anunciou nas redes sociais que adiaria qualquer ataque por cinco dias. A mensagem interna no banco foi direta: é agora.

O risco era elevado tanto para o banco quanto para os investidores envolvidos. A volatilidade dos mercados, somada à deterioração do sentimento em relação a empresas de software, vinha dificultando o timing da operação.

O temor era de que uma falha na distribuição da dívida pudesse travar não apenas a compra da EA, mas também uma fila de cerca de US$ 100 bilhões em financiamentos de fusões e aquisições que Wall Street tenta executar neste ano.

A forma como o JPMorgan conseguiu fechar o negócio ilustra como o mercado financeiro tem operado em meio ao conflito. Com os mercados instáveis, banqueiros passaram a monitorar cada postagem em redes sociais ou declaração oficial para identificar janelas de oportunidade para negócios bilionários — e agir rapidamente.

Avançar, apesar de tudo

O post de Trump em 23 de março foi o empurrão final para que o JPMorgan avançasse com a venda de US$ 6,4 bilhões em títulos e concluísse uma operação de empréstimos alavancados de US$ 8,125 bilhões iniciada uma semana antes.

O banco havia concedido inicialmente US$ 20 bilhões para viabilizar a aquisição da EA por um consórcio liderado pelo fundo soberano da Arábia Saudita, além da Silver Lake e da Affinity Partners, ligada a Jared Kushner.

Internamente, o clima era de confiança. Executivos do banco, incluindo o CEO Jamie Dimon, viam com bons olhos a liderança do CEO da EA, Andrew Wilson.

Durante uma conferência do banco em Miami, Wilson e o CFO Stuart Canfield apresentaram a empresa a investidores, respondendo principalmente a dúvidas sobre inteligência artificial — tema que tem pressionado as avaliações do setor de tecnologia.

A meta era garantir pelo menos US$ 500 milhões de grandes investidores como State Street e Invesco.

Executivos da EA argumentaram que a IA, longe de ser uma ameaça, pode acelerar o desenvolvimento de jogos e impulsionar o crescimento da empresa — especialmente em um setor com altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Em poucas horas, a captação estava concluída.

Termos mais atraentes

Com a guerra se intensificando, o mercado seguia sensível. Havia a opção de adiar a operação, mas sem garantia de melhora no cenário.

Em uma reunião virtual na madrugada de 16 de março, banco, empresa e investidores decidiram seguir em frente.

Após um fim de semana tenso, o alívio veio com o anúncio de Trump — e, no dia 23, a oferta de títulos foi oficialmente lançada.

Entre segunda e quarta-feira, equipes trabalharam em três fusos horários para distribuir a dívida, com mais de 500 investidores demonstrando interesse.

O JPMorgan ajustou a estrutura da operação algumas vezes, priorizando empréstimos em detrimento de títulos, o que dá mais flexibilidade à EA para reduzir sua dívida no futuro.

Os empréstimos foram oferecidos com desconto (98,5 centavos por dólar), enquanto os títulos pagavam rendimentos superiores aos de papéis comparáveis. As concessões refletem o ambiente desafiador: volatilidade, impacto da guerra nos preços do petróleo e pressões inflacionárias.

No fim, a demanda superou US$ 50 bilhões para uma oferta de US$ 15 bilhões — e os papéis valorizaram já no primeiro dia de negociação.

Mudança de humor

Segundo David Kinsley, gestor da Impax Asset Management, o JPMorgan conseguiu aproveitar uma rara janela de calmaria em meio à turbulência.

“No curto prazo, tudo depende do conflito no Oriente Médio. Mas, olhando mais amplamente, a demanda por esse tipo de operação continua forte. A questão não é acesso ao mercado, mas preço”, afirmou.

Ainda assim, o cenário mudou em relação ao início do ano, quando operações semelhantes conseguiam condições mais favoráveis.

O ambiente para novos leveraged buyouts segue incerto. Um exemplo é a tentativa de financiamento da Qualtrics, que foi suspensa após resistência de investidores preocupados com o impacto da inteligência artificial.

O JPMorgan também lidera outras operações relevantes, incluindo o financiamento de US$ 4,7 bilhões para aquisição da Sealed Air e a emissão adicional de US$ 2,45 bilhões em títulos de alto risco (high yield)

A grande dúvida agora é se os investidores terão apetite para absorver ainda mais dívida após a operação da EA.

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